Cortar a carne ou não? Eis a questão! Desvende os mitos e verdades da dieta vegetariana!

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Não é de hoje que a alimentação vegetariana provoca paixões e também polêmicas. Afinal, muita gente argumenta que a carne faz falta para o organismo, enquanto uma porção de pessoas diz que é possível ser saudável sem ela. Mas o que é verdade e o que não passa de mito quando o assunto é a dieta vegetariana? Eu tenho muitas dúvidas em relação a esse tema e acredito que você também tenha algumas, não é mesmo? Por isso, convidei a querida nutricionista Ana Ceregatti, especialista em alimentação vegetariana, para esclarecer tudo a respeito do assunto. A entrevista está aí embaixo. E está bem bacana, viu? Olha só!

Cláudia Coral: Quem é vegetariano emagrece mais facilmente?
Ana Caregatti: Vegetarianismo é sinônimo de alimentação sem a presença de carnes, portanto, quando uma pessoa adota uma dieta vegetariana exclui qualquer tipo de carne do seu cardápio, embora possa manter o ovo e o leite. Caso ela exclua também os ovos e o leite da alimentação, ela se torna uma vegetariana estrita. Qualquer pessoa pode ser vegetariana, uma gestante, uma criança, um idoso, uma atleta, não há restrição, desde que a alimentação seja equilibrada. Afinal, mesmo que uma pessoa coma carne, ela será saudável se tiver uma alimentação regrada. É isso que conta para o emagrecimento. Portanto, não podemos afirmar que uma pessoa vegetariana emagrece mais facilmente. Tudo depende da qualidade da sua alimentação, que não se resume apenas à carne.

Cláudia: Ser vegetariano é sinônimo de ser mais saudável?
Ana: Não. Se a pessoa adotou uma dieta vegetariana, excluiu não só as carnes, mas também os queijos, o leite e o ovo, mas consome salgadinho vegano, refrigerante, pão francês, margarina vegana, entre outros produtos, ela não pode ser considerada saudável.

Cláudia: É verdade que não existe outro alimento capaz de oferecer a mesma quantidade de proteína da carne?
Ana: É inegável que a carne é uma fonte rica de proteína. No entanto, no reino vegetal, há um grupo alimentar que fornece uma quantidade significativa de proteínas, como o feijão, por exemplo. Ele faz parte do grupo das leguminosas, que também é composto pelo grão-de-bico, a lentilha, a ervilha-seca, a fava e a soja. Não à toa, quando uma pessoa deixa de comer carne, quem dá o equilíbrio de proteínas necessário à dieta é o grupo das leguminosas, que já faz parte da alimentação do brasileiro. Por isso, quando ocorre a exclusão da carne do cardápio, não precisamos colocar nada no seu lugar, apenas acertar a quantidade daquilo que nós, brasileiros, já comemos. Uma concha de leguminosas por dia, por exemplo, já dá o equilíbrio proteico que as pessoas adultas precisam. No caso das crianças, a quantidade é um pouco menor.

Cláudia: As crianças podem ser vegetarianas então? Elas não apresentam problemas de crescimento?
Ana: Sim. Elas só precisam comer as leguminosas, assim como verduras, legumes, cereais e outros itens ricos em vitaminas e minerais. Ao contrário do que muita gente imagina, não existe na literatura nenhuma descrição de crianças vegetarianas com crescimento inadequado. Tudo o que a gente encontra nos estudos é que as crianças vegetarianas, que comem adequadamente desde pequenas, crescem tão bem e saudáveis quanto as que se alimentam com carne.

Cláudia: Pensando esteticamente, é comum para quem é vegetariano apresentar unhas mais fracas ou cabelos opacos?
Ana: Problemas desse tipo com os cabelos e as unhas são muito comuns. Eles acontecem porque nós, mulheres, menstruamos e, devido a isso, perdemos ferro todo mês, sendo vegetarianas ou onívoras. O ferro, associado a outros fatores, é um dos grandes responsáveis por deixar o cabelo bonito e a unha mais forte. Por isso, independentemente se a mulher é vegetariana ou não, se ela estiver com baixa quantidade de ferro no organismo, vai, provavelmente, apresentar cabelos opacos e unhas mais frágeis.

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