Ortorexia, já ouviu falar? Entenda como funciona a compulsão por alimentos saudáveis e saiba como identificá-la!

OrtorexiaSabe aquele bom e velho ditado popular de que tudo em excesso faz mal? Pois é! Ele nunca fez tanto sentido quanto no post de hoje. É que eu resolvi falar aqui no blog sobre uma compulsão diferente que tem a ver com o hábito de nos alimentarmos de forma saudável. Isso mesmo! A vontade de tornarmos o nosso cardápio mais natureba, quando vivenciada de maneira exagerada, se transforma em um transtorno alimentar relativamente novo e ainda pouco conhecido por aqui: a ortorexia.

Parece estranho, né? Mas acontece! Sobretudo quando a pessoa fica obcecada em relação aos padrões daquilo que come e chega ao ponto de deixar de aceitar convites para almoçar ou jantar fora, seguindo dietas rigorosas à risca. Tanto esforço é para que o ideal de “alimentação perfeita” não seja abalado, assim como a boa forma.

O termo ortorexia é de origem grega: “orthós” significa correto e “orexsis”, fome, por isso a ideia de comer da forma correta. Porém, tudo o que é de mais ou de menos gera desequilíbrio, levando a um processo de adoecimento. Tanto que a ortorexia já é considerada um distúrbio de comportamento alimentar, diagnosticado após a publicação do livro ”Health Food Junkies” (”Viciados em Comida Saudável”, em tradução livre), do médico americano Steven Bratman, lançado em 2001.

A doença tem se tornado cada vez mais comum, incentivada, principalmente, pelas dietas malucas da moda. Não há estatísticas confiáveis, mas especialistas asseguram que ela é recorrente entre mulheres adultas e adolescentes. Por isso, fique ligada, minha amiga! A linha que separa quem se preocupa em seguir uma dieta saudável com quem sofre com o transtorno da ortorexia é bastante tênue. Se você se cobra muito para seguir uma dieta, chegando a abrir mão das atividades cotidianas, como estudo, trabalho e relacionamentos, em nome dessa preocupação, procure ajuda. O tratamento é multidisciplinar e consiste na integração das partes médica, nutricional e, principalmente, psicoterápica. Ser feliz é sempre mais importante. 🙂

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