Professora Glaucia Pastore explica os benefícios extras dos alimentos funcionais para a saúde

Glaucia

Professora Glaucia Pastore / Crédito da foto: glauciapastore.blogspot.com.br

De uns tempos pra cá, muita gente tem falado sobre os alimentos funcionais, mas vocês sabem por que eles são chamados assim e quais benefícios eles oferecem para a nossa saúde? Foi pensando justamente em esclarecer as minhas e as suas dúvidas sobre os alimentos funcionais que eu convidei a prestigiada professora Glaucia Pastore, da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), para um bate-papo especial sobre o assunto.

Foi rapidinho, mas muito enriquecedor para entendermos um melhor a ação desses alimentos que contam com propriedades especiais, capazes de beneficiar o nosso organismo. Mas atenção, hein? Eles precisam ser acrescentados regularmente na dieta com a orientação de um bom nutricionista e de acordo com as necessidades reais de cada pessoa. 🙂

Claudia Coral – O que são alimentos funcionais? Quais benefícios eles trazem para a gente?

Glaucia Pastore – Alimentos funcionais são alimentos que, além da função de nutrir, apresentam propriedades que ajudam a prevenir doenças crônico degenerativas não transmissíveis (diabetes, hipertensão, câncer, entre outras) e a amenizar alguns problemas de saúde.  

Claudia – Que tipo de alimentos funcionais devemos incluir no nosso dia a dia?

Glaucia: Os alimentos funcionais podem ser in natura ou processados. Na classe dos in natura, se destacam as frutas e os vegetais, que devem ser ingeridos crus para que suas propriedades sejam mais eficientes. Tomate, cenoura, beterraba, quiabo, maçã, mamão, couve e brócolis, por exemplo, são boas opções, pois fornecem nutrientes muito interessantes, como pigmentos amarelos e vermelhos (carotenoides e licopeno), vitaminas do complexo B, fibras solúveis, entre outros. Azeite de oliva, soja, peixes e iogurte e grãos também devem fazer parte da lista.

Já na classe dos alimentos funcionais processados, se destacam os próprios alimentos in natura na íntegra ou desidratados, além de nutracêuticos (suplementos enriquecidos com licopeno, carotenoides antocianinas e minerais, como zinco, magnésio e cálcio), que podem ser incorporados em alimentos processados de alta qualidade nutricional por intensificarem suas propriedades funcionais.

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