Treinamento funcional, já experimentou?

treinamentoMeninas, vocês já devem ter percebido que muita gente vem recorrendo ao treinamento funcional para escapar da mesmice da academia, né? Essa atividade tem ganhado muitas adeptas, inclusive eu, por ser muito dinâmica e divertida, além de reunir uma combinação de exercícios que trabalham o corpo todo e desenvolvem a força muscular, a flexibilidade, a coordenação, o equilíbrio, a capacidade cardiorrespiratória e a queima de calorias. Tá difícil de entender? Então, calma, que a minha querida fisioterapeuta Luiza Ramires Marques vai contar direitinho todas as maravilhas do treino funcional para vocês. Olhem só! 🙂  

Claudia Coral – Muito tem se falado sobre essa prática, mas o que é, de fato, o treino funcional?

Luiza Marques – O treino funcional, como o próprio nome diz, remete à “função”, ou seja, aos movimentos que realizamos para desempenhar nossas tarefas e funções diárias. São movimentos básicos como abaixar, levantar, empurrar, puxar, pular, subir, descer, andar e correr em diversas direções. A combinação dessas ações serve como base para a elaboração dos exercícios de uma aula de treino funcional. Para incrementar a execução de cada uma delas, utilizamos uma diversidade de acessórios, como halteres (pesos livres), faixas elásticas, superfícies instáveis (bolas suíças e espumas), faixas suspensas, cordas, cones, steps, bancos de diversas alturas, bolas pesadas (medicine ball), entre outros.


Claudia –
Quais os benefícios do treino funcional para o corpo? Dizem que ele promove rapidamente a queima de calorias e o fortalecimento muscular. É verdade?


Luiza –
Como os exercícios do treino funcional combinam movimentos básicos e incrementados, com a utilização de acessórios, o corpo é trabalhado de uma forma global. Isso porque diferentes grupos musculares dos membros inferiores, membros superiores, abdômen e costas são exigidos para a execução de um mesmo exercício. Portanto, durante uma aula de treino funcional, grupos musculares variados são condicionados e tornam-se mais fortes e resistentes. A melhora do equilíbrio, da coordenação motora e da capacidade respiratória e cardíaca também é evidente. O gasto calórico depende, no entanto, da intensidade do treino, mas, em média, perde-se 800 calorias durante uma hora de treino funcional. É importante salientar, porém, que toda prática de atividade física deve ser supervisionada e orientada por um educador físico. E no treino funcional não é diferente! Para evitar lesões e garantir os benefícios esperados dentro das possibilidades do aluno, as aulas são organizadas e seguem uma progressão gradativa determinada pelo educador físico.

Claudia – Quais os tipos de treinos mais comuns? Quais os exercícios mais indicados, principalmente para as mulheres com mais de 35 anos? Eles devem ser feitos com qual periodicidade?

Luiza – O treino funcional se organiza na forma de circuitos. No decorrer de uma hora de aula, o educador propõe um exercício que será repetido durante um determinado tempo como, por exemplo, 30 segundos. Passado esse período, o aluno executará outro exercício, com proposta diferente do exercício anterior, e assim por diante. Dessa forma, o aluno realiza uma diversidade grande de exercícios, trabalhando diversos grupos musculares.

O treino funcional pode ser realizado individualmente ou em grupo. Os exercícios propostos para as mulheres com mais de 35 anos dependem de alguns fatores, como sedentarismo, sobrepeso, hipertensão, problemas articulares e osteoporose. Portanto, vale lembrar que a prática deve ser orientada e conduzida por um educador físico, que determinará, de acordo com a condição geral da aluna, quais exercícios deverão ou não ser executados e qual tempo para a sua progressão. Recomenda-se a prática regular do treino funcional de duas a três vezes por semana, lembrando também que a constância da atividade física será fundamental para que os resultados sejam obtidos.

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